Explorando perspectivas de luz e sombra em casa

 

A proposta continua a mesma: explorar perspectivas de luz e sombra a partir de dobraduras criadas por mim. O diferencial agora é o ambiente doméstico, com uma nova figura criada utilizando o tempo que eu considerei necessário, com uma iluminação artificial controlada e com um cenário fechado e escolhido por mim. 

A dobradura foi realizada a partir de uma tira de papel retangular de 5,5 centímetros de largura por 29,5 centímetros de comprimento. Em cada extremidade da tira dobrei o papel no formato de dois triângulos menores e 4 triângulos maiores. No centro da tira restou um pequeno retângulo. A partir dessas dobras, articulei as formas triangulares de maneira a criar uma estrutura que me agradasse esteticamente e que tivesse aspectos interessantes de explorar partindo da perspectiva de luz e sombra. 

Na primeira foto que tirei da dobradura pretendi explorar o aspecto exterior da forma. Lendo a parte superior da imagem, a esquerda da fotografia é mais clara e gradativamente escurece até se tornar completamente preta no canto superior direito. Em uma leitura da foto de cima para baixo, no entanto, a parte superior da imagem é mais escura e aos poucos se torna mais clara, até o momento que a claridade do cenário se encontra com a escuridão da sombra formada pela dobradura. As sombras, assim como a figura de papel, também formam triângulos que se intercalam com faixas de luz. As sombras estão presentes tanto no exterior da figura, quanto no interior dela, e até mesmo nela própria, como é possível observar nas diferentes tonalidades que as dobras triangulares adquirem, com uma delas sendo um cinza bastante escuro, outras um cinza intermediário e o restante brancas. 


Na segunda imagem, o objetivo era capturar a porção inferior da parte interna da dobradura. Assim, com a câmera colocada no mesmo nível que a figura, é possível ver as diferentes sombras e tonalidades que a dobradura cria e que são criadas sobre ela. 


A terceira imagem é a que foi fotografada mais próxima da dobradura, enquadrando apenas uma pequena área da figura criada. Um aspecto interessante dessa imagem é uma divisão bastante clara entre os tons: na parte superior da imagem as tonalidades estão bastante próximas do cinza, na porção média da foto o preto da sombra predomina e na parte inferior o branco é protagonista. Embora o objetivo inicial dessa foto tenha sido capturar os vincos formados pela própria ação de dobrar o papel, as sombras acabaram se tornando as principais personagens da imagem. Projetadas na dobradura estão pequenas sombras triangulares e na mesa na qual o objeto estava apoiado uma sombra curvilínea se formou, sendo algo extremamente surpreendente para mim, uma vez que a figura que fotografava não apresentava nenhuma curva, apenas linhas retas. 


Enquanto as três imagens anteriores compunham uma série de fotos de uma aproximação cada vez mais íntima da dobradura criada, a proposta da quarta e última foto é diferente. Nessa imagem, o intuito era capturar a projeção criada pelo objeto na parede. Na minha perspectiva, o aspecto mais interessante dessa fotografia é o grande contraste entre o branco do papel da dobradura fortemente iluminada e a intensa escuridão da sombra criada no cenário. 









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