Seminário: Design de Interação
A casa é o corpo - Lygia Clark (1968)
O trabalho "A casa é o corpo", proposto por Lygia Clark em 1968, já no final de sua carreira, pretende lidar com a percepção que o indivíduo que interage com a obra tem de si mesmo e do próprio corpo. Na instalação, o usuário deve entrar dentro da estrutura e percorrer um caminho já pré-determinado, saindo por um local designado para tal fim. Nesse sentido, o trajeto a ser percorrido pela pessoa imersa na obra já foi previsto pela artista. No entanto, a maneira com que o espectador interage com os materiais e com os elementos da obra, a maneira com que ele se sente, o tempo que ele decide investir naquela experiência e outros fatores estão totalmente a critério da pessoa, afirmando assim o caráter de obra interativa de "A casa é o corpo".
Firewall - Aaron Sherwood, Mike Allison (2013)
Por meio de uma interface interativa, a obra "Firewall" permite que as pessoas, ao pressionar o tecido de spandex de diferentes maneiras, criem interessantes visuais que remetem ao aspecto do foto e toquem música de maneira experimental. Assim como na obra de Lygia Clark, a obra de Aaron Sherwood e de Mike Allison também apresenta comandos pré-definidos, uma vez que o som se altera de maneira prevista de acordo com a maneira que o tecido é tocado. Entretanto, cada indivíduo que entrar em contato com a obra irá interagir com ela de maneira singular e produzir uma sonoridade singular. Assim, embora a instalação tenha características de uma interação simples, um pouco como de ação e reação, a interface criada pelos artistas possibilita uma experiência interessantíssima de interação e experimentação visual e sonora.
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